sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Setembro Amarelo: Ação super produtiva!




Foi realizado hoje, no Posto Wilson Brito, uma série de atividades voltadas para o tema desse mês que é o combate ao suicídio.




Em parceria com o curso de nutrição da Universidade Pitágoras, realizamos sala de espera com roda de conversa no HiperDia, café da manhã com os profissionais que compõem a equipe, palestra para as pessoas que vieram vacinar, e panfletagem no semáforo da Praça da Prefeitura. 




Essas atividades tiveram ampla aceitação por parte da comunidade e circulantes que nos procuravam pedindo laços amarelos, folhetos, e informações sobre onde procurar ajuda, tornando a nossa ação super produtiva!

Conheça os participantes desta ação:


@romulo.rangel_
@iessaresende.nutri
@rosilane_b
@danielrochada
@annycatherinenutri
@brsfbabi
@mooraisbiancanutri
@daninutsantos
@hannahst
@lucineidenutri
@marasilvia9021


O que é o Setembro Amarelo?


È uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

A idéia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções, garantindo mais visibilidade à causa.


Ao longo dos últimos anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se envolveram neste movimento. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaray (DF), e o Elevador Lacerda (BA), para citar apenas alguns, e até mesmo times de futebol, como o Santos, Flamengo e Vitória da Bahia, participam da campanha.


Mas todos podem ser divulgadores desta causa. Ações na rua, caminhadas, passeios ciclísticos, roupas amarelas ou simplesmente o uso do laço no peito já despertam atenção e contribuem para a conscientização.

Faça parte desta causa! E não se esqueça:

A campanha é em setembro, mas falar sobre prevenção do suicídio em todos os meses do ano é fundamental!

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Estudo avalia efetividade da CoronaVac na população idosa





Submetido à revista científica The British Medical Journal (BMJ), o estudo Efetividade da vacina CoronaVac em idosos durante epidemia associada à variante Gamma de Covid-19 no Brasil analisa a efetividade da vacinação utilizando CoronaVac (Sinovac Biotech), vacina de vírus inativado, na população maior de 70 anos do estado de São Paulo durante a circulação extensiva da variante em questão. 

Coordenada pelo pesquisador Julio Croda, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o grupo de pesquisa Vebra Covid-19 avaliou mais de 55 mil pessoas acima de 70 anos que realizaram um teste de RT-PCR para Covid-19 entre 17 de janeiro e 29 de abril de 2021.

O estudo fortalece pesquisas do mundo real que analisam a efetividade das vacinas de vírus inativado, para a qual há poucos estudos, principalmente, em populações de idosos. 

Dentre as conclusões, a pesquisa aponta que a vacinação com CoronaVac esteve associada a uma proteção contra a doença sintomática da Covid-19, as admissões hospitalares e as mortes em adultos maiores de 70 anos, num contexto de ampla transmissão da variante Gama.

A proteção da vacina, porém, foi baixa até completar o regime de duas doses, e a sua efetividade diminuiu entre a população de idosos em função do aumento da idade dos participantes.

“Um dos principais achados do estudo é que é necessário um esquema vacinal completo, com duas doses de CoronaVac. Uma dose apenas tem baixa efetividade, baixa proteção contra doença sintomática, hospitalização e óbito”, disse Julio Croda.

Em relação aos casos sintomáticos, os resultados apontam que, entre os dias zero e 13, a efetividade da vacina é de 24,7%; já a partir do dia 14 após a segunda dose, a efetividade aumenta a 46,8%. Para as admissões hospitalares, a efetividade é de 55,5%. 

Já para os óbitos, a proteção após 14 dias da segunda dose é de 61,2%. O estudo também aponta que a efetividade da vacina após a segunda dose foi maior nos grupos mais jovens (de 70 a 74 anos) com 59,0% contra a doença sintomática, 77,6% contra admissões hospitalares e 83% contra mortes A proteção foi diminuída em função do aumento da idade.

“A gente observou que acima dos 80 anos, existe uma diminuição da proteção para doença sintomática. A proteção contra hospitalização fica abaixo do 40% e contra óbito abaixo do 50%. Isso fez com que o Ministério da Saúde recomendasse uma dose de reforço especificamente nessa população de idosos”, explicou Croda.

Prioridade global

Em editorial de apresentação da pesquisa, a revista BMJ apontou que estudos rigorosos sobre as vacinas em ação, como o coordenado por Croda, são uma prioridade global urgente, pois fornecem aos profissionais e formuladores de políticas o tipo de evidência que os ensaios clínicos não podem. 

Para a revista, o desempenho da vacina é altamente dependente do contexto, influenciado pelo risco populacional de infecção, portanto, a avaliação é necessária entre vários subgrupos diferentes. 

Dessa forma, a necessidade de avaliar diferentes vacinas Covid-19 contra múltiplos resultados finais e variantes em uma diversidade de subgrupos significa que os estudos de efetividade serão fundamentais para auxiliar na implementação de políticas futuras.

Além do estudo relacionado à CoronaVac, o grupo de pesquisa Vebra Covid-19 vem trabalhando em estudos sobre a efetividade de outras vacinas aplicadas no país, assim como da duração da proteção oferecida pelas vacinas no contexto de novas variantes.

O estudo contou com a participação de pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, como Organização Pan-Americana da Saúde; Instituto de Saúde Global de Barcelona; Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde; Universidade de São Paulo; Universidade de Brasília; Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul; Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; Universidade de Yale; Universidade Stanford; Departamento de Saúde do Estado de São Paulo; Secretaria Municipal de Saúde de Manaus; e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.




quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Diga-me onde dói e eu lhe direi que emoção você reprime!





Às vezes, quando você sente uma forte emoção, como tristeza, raiva ou nervosismo, pode sentir dor em certas áreas do corpo, graças ao forte vínculo entre elas.


Normalmente, manifestando sentimentos fortes, o corpo reage a esse estímulo com respostas que variam de sudorese, aumento da freqüência cardíaca e até dor. Isso ocorre porque cada emoção está relacionada com certas partes do corpo, podendo causar desde uma  tensão muscular a até dor física.

Isto é afirmado no estudo do professor de neurociência cognitiva da Universidade Aalto, na Finlândia, Lauri Nummenmaa, Que realizou vários experimentos e testes para verificar a ligação entre dor e certas emoções.


Para isso, foram analisadas 13 emoções, como raiva, medo, nojo, tristeza, felicidade, amor, depressão, orgulho, inveja, entre outras. 

Os especialistas conseguiram determinar que emoções positivas podem afetar o corpo todo, enquanto as negativas se concentram em áreas específicas que causam dor.

Considerar as emoções sentidas é de grande importância no tratamento de certas dores no corpo, pois podem ser a causa por trás dessa condição. Portanto, o uso de medicamentos, embora alivie o desconforto físico, não trata a base emocional, que por vezes é a real raiz do problema. Se a causa da dor ainda está ativa, após passar o efeito do tratamento a dor retornará.

Aqui está uma lista das dores mais comuns e das emoções e sentimentos relacionados ou associados a esse desconforto.

Dor nas costas

Se você costuma sentir dor nas costas, provavelmente é alguém que tende a carregar um fardo excessivo de responsabilidades em casa e/ou no trabalho. Normalmente, quem chefia a família, mulheres com jornada dupla ou tripla de serviço, sobrecarregadas,  ou pessoas centralizadoras, são aquelas que freqüentemente sofrem dessa doença.

Esse tipo de desconforto geralmente é causado por excesso de "carga" que causa preocupação, raiva, medo e tristeza. Para se libertar dessa aflição, você deve aprender a distribuir o trabalho e a carga entre outras pessoas, criar uma estratégia de auto cuidado separando um tempo diário para se alongar, se cuidar e realizar alguma atividade que gere prazer e satisfação.

Enxaqueca

A enxaqueca é uma dor de alta intensidade que tende a dificultar o desempenho normal de suas atividades e que geralmente ocorre devido ao estresse, ansiedade e tristeza.

Essa dor surge da frustração, insegurança e aborrecimento ao executar uma determinada ação, pela qual esperamos obter resultados ótimos e perfeitos. Esses conflitos em seus pensamentos levam a esse tipo de doença; portanto, você precisa aprender a reservar um tempo para poder fazer as coisas com calma, traçar metas objetivas, com ordem de prioridades para a realização das atividades a necessárias, respeitando o tempo de cada processo e primariamente o seu próprio tempo. 

Dor de estomago

Desconfortos como gastrite, azia, dor abdominal, diarréia, inflamação e digestão lenta podem também se originar de altos níveis de estresse, nervosismo, ansiedade e depressão.

Eles geralmente ocorrem quando você está diante de certos acontecimentos ou pessoas, com quem você não interage bem ou que lhe causa insegurança e desconforto, em outras palavras, "são indigestos". 

Esse estresse causado pela situação em que você se encontra pode, dessa forma, afetar diretamente o seu sistema digestivo, portanto, quando possível evite se expor a situações simbolicamente indigestas. Quando não for cabível proceder assim, respire fundo e crie estratégias para resolver o mais rápido possível a demanda presente, já que quanto mais tempo você protelar mais ela vai "fermentar" e causar mais sintomas.


Desconforto no pescoço

Movimentos repentinos e má posição de repouso são o principal motivo de dor na região do pescoço. Essas posturas ocorrem devido ao medo, desconforto, apatia ou nojo que você sente devido a certas pessoas ou situações que você experimentou recentemente.

Geralmente, são casos em que os pontos de vista das pessoas ao seu redor afetam e desequilibram sua paz e tranquilidade, devido ao conflito de opiniões. Trabalho, casais, amigos, família e até dinheiro são os principais gatilhos por trás desta doença.

Para evitar sofrer com esse desconforto, você deve encontrar uma maneira de resolver esses confrontos no campo do diálogo, sempre usando da clareza, verdade e respeito, todavia sem esconder suas opiniões ou sentimentos. 

Em suma, cuide de si comprometidamente. Se hidrate, se alongue diariamente, realize atividade física sempre que possível, busque ajuda profissional qualificada para te auxiliar no processo de  se conhecer e se posicionar no mundo. E acima de tudo cuide sempre primeiro de você, se proteja e se valorize. Trate-se com dignidade.

Assim, você poderá ser capaz de lidar com todas as emoções negativas que surgem do seu conflito com o seu Eu, com o outros e com as contingências da vida. 

Dessa maneira, os problemas que a longo prazo, poderiam te levar a doenças que colocam em risco sua saúde, se transformam em um valioso aprendizado para a vida.






sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Agosto Dourado: Aleitamento materno e saúde bucal, dois aliados!




 
Nesse mês em que comemoramos o Agosto Dourado, a equipe da ESF Wilson Brito realizou sala de espera com rodas de conversa sobre vários temas, mas, dando enfoque principalmente à saúde bucal das gestantes e a importância do aleitamento materno exclusivo. 





Esse evento é resultado da atuação coordenada de toda a Equipe de Saúde da Família em conjunto com a ASB  Lucinéia Lopes e a Drª Arnúzia Campos, dentista. Uma parceria que deu certo!





Assim, trabalhando de forma multidisciplinar, concluímos nossas atividades desse mês com chave de ouro! 

Qual a importância da amamentação?

Ressalto que nesse período onde destacamos  ações de conscientização e esclarecimento sobre a importância da amamentação, lembramos que o leite materno é um alimento completo. Possui o equilíbrio perfeito entre macro e micronutrientes, protege contra infecções e previne alergias e doenças crônicas no futuro. Além disso, a amamentação é um ato de amor que gera uma conexão entre mãe e filho.


Porém, amamentar requer dedicação e persistência, pois muitas dificuldades podem surgir nesse período. Cada mãe enfrenta seus próprios desafios com a amamentação, e eles podem ter diversas causas. Existem os de ordem fisiológica, como fissuras, dores e mastites; e os emocionais, ligados ao estresse, à pressão dos familiares, a tentativas frustradas e a um ambiente desfavorável.

 Nesses momentos, o importante é buscar ajuda dentro do círculo familiar, criando uma rede de apoio que favoreça e incentive o aleitamento materno.

Entendemos que amamentar é um grande desafio e, por esse motivo, o objetivo dos profissionais é alargar essa rede de apoio durante o período dentro do hospital. As equipes atuam em parceria com as mães, fornecendo orientações e ajustando as necessidades — afinal, mesmo numa internação, a amamentação deve ser incentivada e preservada.


Nesse contexto, é importante desmistificar algumas crenças que insistem em criar bloqueios e sabotagens a esse momento tão crucial na vida da mãe e do bebê. Há quem se questione se o seu leite materno é forte o suficiente, por exemplo.

Cabe esclarecer que existem três fases para o leite materno:


1 ) O colostro, que possui maior concentração de proteínas e anticorpos, sendo considerado “a primeira vacina do recém-nascido”

2) O leite de transição, que vai, em média, até o 15º dia e é rico em gordura e lactose;

3) O leite maduro, que possui um equilíbrio entre macro e micronutrientes e deve ser o alimento exclusivo até o 6° mês de vida.

Não são poucas as mães que também ficam com dúvidas sobre o horário certo para amamentar. Devemos ressaltar que não existe um período nem uma frequência exata — cada bebê tem seu ritmo de mamada. Como o leite materno é bem digerido pela criança, tantas vezes o intervalo é menor (nada a ver com leite fraco!). Bebês amamentados em livre demanda não passam fome.

As mães também não devem ficar encucadas pensando que o bebê só ganhou “tantos gramas” por mês. Cada pequeno tem seu ritmo próprio de crescimento e desenvolvimento. O essencial aqui é realizar o acompanhamento com o pediatra.

Em resumo, amamentar é entrega, é vínculo, é resistência, é recompensa. É também um ato de amor e responsabilidade.


Você também pode se interessar por: Permita-Se fazer pausas necessárias. isso é autoamor, autocuidado



quinta-feira, 12 de agosto de 2021

6 Comportamentos estranhos que são reflexos de traumas na infância



O trauma da primeira infância se refere ao trauma psicológico que uma criança experiencia em seu período crítico de desenvolvimento, que vai da sua concepção até os cinco anos de idade.

Experiências de infância adversas se referem aos eventos potencialmente traumáticosque podem ter efeitos negativos e duradouros na saúde e bem-estar da pessoa. Algumas dessas experiências adversas podem ser causadas por abuso, negligência, violência familiar ou pais com doença mental.

Independentemente da idade que você experienciou o trauma, seus efeitos irão se manifestar naturalmente em sua vida adulta. Se não for diagnosticado ou tratado, isso pode ter um impacto significativo em sua vida e na capacidade de se desenvolver como adulto.

Como os efeitos não são os mesmos para todos, aqui estão algumas das manifestações mais comuns de experiências de infância traumáticas.

Verifique os possíveis sintomas que você pode estar manifestando sem saber por quê.

1. Você sofre de ansiedade severa.

Na maior parte do tempo você sente pânico e não é capaz de compreender as coisas facilmente. Você é ansioso mesmo quando não há motivo para ser.

A vida parece difícil de controlar, o que faz com que você se sinta sempre no limite. Mesmo um pequeno gatilho pode colocá-lo à beira de um ataque de pânico.


Sua mente é hiperativa e pensa demasiadamente em todas as situações possíveis. Isso é adicionado à sua ansiedade, alimenta seus medos e distorce a imagem que você tem do mundo.

2. Você se conforma com as coisas onde você acha mais confortável.

Traumas de infância restringem suas emoções. Fazem você ter medo de tentar coisas novas. Pelo fato de suas cicatrizes e feridas serem bem profundas, sair da sua zona de conforto é praticamente impossível. Até mesmo a ideia de colocar os pés em território novo o deixa nervoso. Por isso, você tende a se conformar até mesmo com coisas pequenas que não prometem um futuro melhor, contanto que você esteja confortável.

3. Você permite que o medo controle a sua vida.

Você toma decisões baseadas no grau de “segurança” que sente. Em sua perspectiva, estar seguro significa não fazer coisas que o assustam. Por exemplo, se o seu trauma é associado à violência na família, você tentará evitar ter sua própria família. Só que quanto mais você evita seus medos, mais você dá poder a ele.

4. Você tem a tendência de se afastar.

Você se sente seguro apenas na sua própria companhia. Se afastar do mundo exterior lhe traz conforto. Você é distante até mesmo na presença de familiares. Você somente se aproxima quando precisa, e quando o faz, é com medo de ser julgado. Isso leva ao desenvolvimento de transtorno de ansiedade 


5. Você desenvolve uma atitude passiva agressiva.

Uma atitude passiva agressiva é resistir à demanda de outros em silêncio para evitar confronto. Você faz os outros acreditarem que você concorda, quando, na verdade, não concorda.

Suprimir suas emoções é um mecanismo de defesa que você usa para evitar o confronto direto com o problema. Isso cria ressentimento e amargura para com os outros e o mundo, os quais você culpa depois por esses sentimentos.

6. Você sempre fica nervoso.

Quando enfrenta uma situação de estresse, você frequentemente perde o controle. É porque seu corpo físico também está traumatizado e deixa você se sentindo tenso o tempo todo, levando você à situação de escolher entre brigar ou correr.

Você pode não lembrar mais do trauma, mas seu corpo lembra das emoções que ele causou em você. Por isso, você sente pânico ou agitação.


Como seguir em frente e curar seus traumas:
Não é fácil refletir sobre os efeitos de traumas de infância, principalmente quando o machucado, a dor ou a memória está profundamente enraizada em sua alma.

Não importa o quão difícil pareça ser superá-los, você precisa começar. Passo a passo. Vá cada vez mais fundo e deixe que você experiencie aquela dor e aquelas emoções que você guarda.

O processo pode envolver uma exposição gradual das diferentes camadas de si mesmo, reproduzindo mais uma vez os eventos em sua mente.

Esse processo pode ser doloroso, mas quando você olha para si mesmo com perdão e compaixão, você entenderá que não foi culpa sua. Você então perceberá devagar que a cura é possível. Você perceberá que tudo que precisa fazer para curar-se é parar de resistir à dor e deixá-la fazer o que tem que fazer, sinta as emoções e deixe-as ir embora.

E assim você pode se livrar do trauma e da bagagem emocional. Apenas deixe que você experiencie aquelas emoções. Sinta-as. Nem sempre é tão rápido e fácil quanto você imagina, mas é o caminho mais sensato para você evoluir emocionalmente, encontrar a felicidade e realizar seus sonhos. 

Comece cuidando de si mesmo, procure  terapia. É o primeiro passo em direção à sua jornada de cura.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

O nosso Julho Amarelo Foi um sucesso!

 



Nós da equipe Wilson Brito encerramos hoje o mês de julho combatendo as hepatites virais.

 


Realizamos exposição de faixa no sinal, atividades educativas, disponibilizamos testes rápidos, entrega de kits com informativos e preservativos, lembrancinhas e muito mais.

 


Se torna fácil realizar ações dessa magnitude quando posso contar com uma equipe competente, dedicada e bem informada, onde todos, com as suas habilidades inerentes, colaboram para o bom funcionamento, dinamismo e entrosamento imprescindível entre seus componentes, e assim, fornecendo o melhor atendimento a todos os usuários.




A toda a equipe, o meu mais sincero MUITO OBRIGADO!


 

O que são hepatites virais?

 

As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. É uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas e não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

 

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

 

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem seu diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.

 

O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e tuberculose.

 

Existem testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C, que estão disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam ser testadas pelo menos uma vez na vida para esses tipos de hepatite.

 

A vacina contra a hepatite B é ofertada de maneira universal e gratuita no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.

 

Já a hepatite C não dispõe de uma vacina que confira proteção. Contudo, há medicamentos que permitem sua CURA.

 

Saiba mais sobre as formas de prevenção, transmissão, diagnóstico e tratamento das hepatites virais procurando o Postinho mais proximo. Fale com o seu enfermeiro!

O que são hepatites virais?


Permita-Se Fazer Pausas Necessárias. Isso É Autoamor, Autocuidado


segunda-feira, 19 de julho de 2021

Surto de malária em Itabela: Saiba tudo sobre essa doença!





No dia 07 desse mês, técnicos da Sesab, da Secretaria Municipal de Saúde de Itabela e equipes do Ministério da Saúde participaram de uma reunião para avaliar as medidas tomadas para o controle da malária na região.


A principal medida adotada pelo comitê de monitoramento da doença foi a busca ativa dos casos, que consiste na entrevista e cadastro de pessoas do assentamento e municípios vizinhos à Itabela, que apresentaram sintomas, e na coleta de amostras de sangue para fazer o exame.


Além disso, técnicos estão analisando mosquitos capturados durante a noite no assentamento, para identificar a espécie que tem causado o surto. Também foram distribuídos mosquiteiros e estão sendo feitas reuniões para alertar os moradores quanto às formas de prevenção e tratamento.


O comitê já solicitou ao Ministério da Saúde um inseticida específico para eliminar o mosquito transmissor da malária. Porém, ainda não há previsão de quando o produto será enviado.


O que é malária?


A malária é uma doença infecciosa, febril, potencialmente grave, causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.


Quais são os agentes causadores da malária?


No Brasil existem três espécies de Plasmodium que afetam o ser humano: P. falciparum, P. vivax e P. malariae. O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave. Além disso, os glóbulos vermelhos parasitados pelo P. falciparum sofrem alterações em sua estrutura que os tornam mais adesivos entre si e às paredes dos vasos sanguíneos, causando pequenos coágulos que podem gerar problemas como tromboses e embolias em diversos órgãos do corpo. Porisso, a malária por P. falciparum é considerada uma emergência médica e o seu tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24h do início da febre.


Já o P. Vivax, de modo geral, causa um tipo de malária mais branda, que não atinge mais do que 1% das hemácias, e é raramente mortal. No entanto, seu tratamento pode ser mais complicado, já que o P. vivax se aloja por mais tempo no fígado, dificultando sua eliminação. Alem disso, pode haver diminuição do número de plaquetas (plaquetopenia), o que poderia confundir esta infecção com outra doença bastante comum, a Dengue, retardando o diagnóstico.


A doença provocada pela espécie P. malariae possui quadro clínico bem semelhante ao da malária causada pelo P. vivax. É possível que a pessoa acometida por este parasita tenha recaídas a longo prazo, podendo desenvolver a doença novamente anos mais tarde.


Quais são os sintomas da malária?


Após a picada do mosquito transmissor, o P. falciparum permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta (no início, contínua, e depois com frequência de três em três dias), sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Na malária cerebral, além da febre, pode aparecer dor de cabeça, ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos, podendo o paciente chegar ao coma.


Se o agente causador da malária for da espécie P. vivax os sintomas incluem mal-estar, calafrios, febre inicialmente diária (com o tempo, a febre apresenta um padrão de intervalo a cada dois dias), seguida de suor intenso e prostração. O quadro clínico da infecção por P. malariae é bem semelhante, mas geralmente com febre mais baixa que se repete a cada três dias.


Como é o diagnóstico para a malária?


A principal causa de morte por malária é o diagnóstico tardio e a falta de profissionais familiarizados com o quadro da doença fora da região endêmica. No Brasil, por exemplo, ocorrem cem vezes mais óbitos nas áreas fora da Região Amazônica do que na região endêmica propriamente.


A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o diagnóstico dos pacientes com suspeita de malária se dê por meio de exames parasitológicos por microscopia ou de testes rápidos. O diagnóstico precoce é essencial para o bom prognóstico do paciente.



Qual o tratamento para malária?


O tratamento da malária visa eliminar o mais rapidamente possível o parasita da corrente sanguínea do indivíduo e deve ser iniciado o mais rapidamente possível. O tratamento imediato com antimalárico – até 24h após o início da febre – é fundamental para prevenir as complicações. Se o teste de diagnóstico não estiver acessível nas primeiras duas horas de atendimento, o tratamento com antimaláricos deve ser administrado com base no quadro clínico e epidemiológico do paciente.


A OMS recomenda combinações terapêuticas à base de artemisinina (ACTs) para o tratamento da malária causada pelo parasita P. falciparum. A combinação de dois ingredientes ativos com diferentes mecanismos de ação faz das ACTs o antimalárico disponível mais eficaz.


A artemisinina e os seus derivados não podem ser utilizados como monoterapia oral. Formulações de dose fixa (combinação de dois ingredientes ativos diferentes em um único comprimido) são mais recomendadas do que o uso de vários comprimidos ou cápsulas, uma vez que facilitam a adesão ao tratamento.


Infecções por P. vivax devem ser tratadas com cloroquina em áreas onde o medicamento ainda é eficaz, como a maior parte do Brasil, associado à primaquina para a eliminação das formas hepáticas latentes. Em áreas resistentes à cloroquina, deve ser utilizado um ACT, combinado a outro de meia-vida longa.


O tratamento para quadros graves de malária consiste na administração de artesunato injetável (intramuscular ou intravenosa), seguido de um tratamento à base de ACTs assim que o paciente estiver apto a tomar medicamentos orais. Na impossibilidade de tratamento injetável, o paciente deve receber imediatamente artesunato via intra-rectal e ser encaminhado o mais rapidamente possível para um local adequado para o tratamento parenteral completo.


A OMS recomenda que os programas nacionais de controle da malária acompanhem com regularidade a eficácia dos medicamentos antimaláricos.


Como se prevenir da malária?


A prevenção da malária consiste no controle/eliminação do mosquito transmissor e pode se dar por meio de medidas individuais, com uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes. Medidas coletivas incluem drenagem de coleções de água, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.


Programas coletivos de quimioprofilaxia não têm sido adotados devido à resistência do P. falciparum à cloroquina e a outros antimaláricos e à toxicidade e custo mais elevado de novas drogas. Porém, em situações especiais, como missões militares, diplomáticas, viagens de turismo e outras, em que haja deslocamento para áreas maláricas dos continentes africano e asiático, recomenda-se entrar antecipadamente, (idealmente um mês antes da viagem), em contato com os setores responsáveis pelo controle da malária, nas secretarias municipais e estaduais de saúde, e do Ministério da Saúde onde é ofertado serviço de aconselhamento médico a viajantes.


Ao identificar algum desses sintomas, procure o Postinho mais próximo!

Rômulo Rangel