terça-feira, 9 de julho de 2019

Insônia

Insônia: dicas para evita-la


Uma noite de sono mal dormida pode gerar problemas de saúde, estresse durante o dia e até mesmo ser um indício de depressão. Existem diversos distúrbios do sono que dificultam o descanso necessário ao corpo, mas hoje vamos conversar um pouco sobre a insônia – que afeta a cada dia mais brasileiros.

Problemas que a insônia pode gerar: 
A insônia pode causar cansaço, sonolência diurna, lentidão, falta de atenção, dificuldade de concentração, problemas de memória, baixa do sistema imunológico, irritabilidade e dores de cabeça. Existe também uma relação da insônia com a depressão. Esses fatores interferem diretamente na qualidade de vida.

Como você pôde perceber, uma boa noite de sono é fundamental para o bom funcionamento do corpo, em especial, do cérebro.
Então elencamos aqui  algumas dicas para te ajudar a dormir melhor:

- Cuidado com a alimentação: É bom que a ultima refeição ocorra cerca de duas horas antes de dormir. Também é interessante evitar comidas pesadas ou muito gordurosas pois durante a noite a digestão tende a ser mais lenta.
- Evite luz à noite: O seu corpo possui mecanismos inteligentes. Ao detectar a luz ele libera substâncias que te preparam para as atividades diárias. Quando o sol se põe algo parecido ocorre, mas desta vez ele libera substâncias que vão te preparar para o sono que restaura corpo e mente. Então, quando chegar a hora de dormir prefira ambientes com pouca ou nenhuma luz antes e durante o sono. Também é bom evitar TV, Celular ou tablets pelo menos 30 minutos antes de dormir. Se for possível, deixe no modo silencioso.
- Evite bebidas cafeinadas: A cafeína, assim como a maioria dos estimulantes, provocam um estado de alerta que dificulta o sono.
- Pratique atividade fisica: Exercícios fisicos matinais e regulares liberam endorfinas que por sua vez ajudam a combater o estresse, a ansiedade, controlar o peso, o que melhora o humor e a qualidade do sono. 
- Leia mais: A prática da leitura é muito recomendada pois ajuda na concentração e tende a ser relaxante. Procure leituras de sua preferência, e opte por livros com paginas pardas, pois assim sua leitura será mais confortável. Não sabe por onde começar? Sugiro crônicas (risos).
Cama é lugar de dormir: Evite ficar na cama para realizar atividades que não relaxem o corpo, pois o cérebro pode associar o ambiente com preocupações.



quarta-feira, 26 de junho de 2019

Infecção urinária




A infecção urinária geralmente é causada por bactérias que vivem na região genital. A infecção pode começar pelo trato inferior (vulvonaginite, uretrite e cistite), e subir para os rins, (pielonefrite) tornando-se uma infecção grave. 




Os principais sintomas são ardência ao urinar, urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro fazer xixi, urina avermelhada (com sangue), dores no “pé da barriga” e febre. 



Nos homens, a uretra tem de 15 a 20 cm, enquanto nas mulheres varia de 4 a 5 cm de comprimento, sendo este um dos motivos para maior incidência de infecção urinária em pessoas do sexo feminino. 

Para os homens, a higiene peniana inadequada, principalmente em não circuncidados, pode resultar em infecções. 


Fatores que podem contribuir: 


· Anatomia, relação sexual desprotegida, gravidez, baixaimunidade, alterações hormonais e na bexiga assim como também dificuldade para urinar. 




Prevenção 


· Beba bastante água, no mínimo 35 ml para cada quilo (Peso X 0,035ml = litros/dia). 


· Não deixe de ir ao banheiro. Quanto mais urina parada, mais chances de infecção. 


· Limpar a região com o papel higiênico no sentido frente para trás. Do contrário poderá trazer as bactérias que estão na região anal para a vagina. 


· Dar preferência ao uso da ducha que também é sempre de cima para baixo. 


· Urinar logo depois da relação. A Urina lava a uretra ajudando a eliminar bactérias que possam ter entrado durante o ato. 


· Uso de preservativos e todas as relações. 


Em casos de suspeita de infecção do trato urinário, procure aUnidade Básica de Saúde mais próxima. 


Rômulo Rangel 


Referências: 




Hipertensão






Por dia, 829 pessoas morrem por complicações da hipertensão.São mais de 300 mil óbitos por ano, de acordo com os dados preliminares do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. A alimentação inadequada, com o consumo excessivo de sódio (o principal componente do sal), aumenta o risco de hipertensão.


Foi o que aconteceu com a professora Zimar Queiroz, de 41 anos. “Comecei a fazer exames e descobri que eu tinha colesterol alto e que isso estava causando a pressão alta. Mas eu sabia que foi devido à alimentação errada e ao cigarro”, conta Zimar, que descobriu a doença quando estava grávida.


“Na gestação, eu comecei a sentir falta de ar, mal-estar, dor na nuca, dor da cabeça e geralmente minha pressão subia”, relembra a professora, que seguiu as orientações dadas no pré-natal e adotou hábitos saudáveis. Além dos sintomas que a Zimar sentiu, dores no peito, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento no nariz também são sinais da pressão alta.
Diagnóstico


Mas o que fazer quando a pessoa apresenta esses sintomas?Procurar uma Unidade Básica de Saúde. Segundo o coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui equipes de saúde da família preparadas para atender os pacientes, de acordo com gravidade da doença, por meio de consultas individuais com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.


“Além da medicação como tratamento, a pessoa receberá orientação sobre a questão nutricional, como relação ao uso do sal para uma dieta saudável, sobre as fontes de sódio e também outras práticas saudáveis que interferem para tratar a hipertensão”, explica Nilson.
Tratamento


O SUS oferece gratuitamente medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde e nas mais de 31 mil unidades farmacêuticas credenciadas ao programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, basta apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.


A prática de exercícios físicos é recomendável assim como também práticas corporais como tai chi chuan e ioga. 


Guia Alimentar para a População Brasileira


Para ajudar na prática de uma alimentação saudável, o Guia Alimentar para a População Brasileira tem recomendações para promover a saúde e evitar enfermidades. Recomenda como base da alimentação o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal; além do uso, em pequenas quantidades, de óleos, gorduras, sal e açúcar no temperar e cozinhar os alimentos.


O Guia Alimentar para a População Brasileira é uma fonte confiável de informações para auxiliar as pessoas para escolhas mais saudáveis. Confira - Guia Alimentar: Comida de verdade para uma vida mais saudável


Quatro recomendações e uma regra de ouro para alimentação saudável


Regra 1 - Fazer de alimentos in natura e minimamente processados a base da alimentação


Alimentos que não sofreram nenhum processo industrial. Exemplo: frutas e verduras, castanhas, leite, ovos e carnes.


Regra 2 - Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades


É importante que, apesar de uma vida muito agitada, corrida, tenha-se tempo para preparar alimentos saudáveis. Quando temos tempo para preparar um alimento, temos maior facilidade de acessar alimentos mais saudáveis. E ao cozinhar, podemos utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em quantidades menores.


Regra 3 - Limite o uso de alimentos processados consumindo-os em pequenas quantidades


Alimentos processados são aqueles que foram adicionados de sal, gordura ou açúcar. Exemplo: legumes em conserva, frutas em compotas; pães; e queijos. Esses alimentos acabam tendo um aporte energético maior por terem mais gordura ou açúcar e precisam ter um consumo limitado ou combinado com alimentos in natura.


Regra 4 - Evite alimentos ultraprocessados


Os alimentos ultraprocessados já são reconhecidos como um dos causadores da obesidade no país. Portanto, devem ser evitados, por exemplo: biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerante, e macarrão instantâneo.


Regra de Ouro - Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados


Por mais que a rotina de jovens de 18 a 24 anos seja agitada, conciliando estudo e trabalho, é importante dedicar tempo a alimentação. Ou seja, parar para almoçar, tentar comer em companhia de outras pessoas. Deve-se dar preferência aos locais que servem refeições feitas na hora e que são feitos com alimentos in natura e minimamente processados, onde se encontre arroz, feijão, carne, batata, ovo, mandioca, etc.


Pré-natal





A gravidez é um momento de grandes mudanças tanto em termos físicos como emocionais. Sua chance de ter uma gestação tranquila e um bebê saudável aumentarão muito se você seguir algumas orientações simples:





1. Comece seu pré-natal o quanto antes. Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê. Assim que pegar seu teste de gravidez positivo, procure a unidade de saúde mais próxima e marque a primeira consulta.





2. Alimente-se bem. Você não precisa comer mais porque está grávida, mas é importante ter uma alimentação equilibrada e saudável. O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos de fontes integrais e proteína, que pode vir do peixe, da carne, do frango, dos ovos, de castanhas ou sementes, leite e derivados em geral.


3. Tome cuidado com o que come. É melhor evitar certos alimentos na gravidez, porque eles podem representar risco para o bebê se estiverem contaminados. Devido ao risco de toxoplasmose, que embora seja pequeno existe, evite comer carne crua ou malpassada. Lave bem verduras, legumes, frutas e as mãos antes de comer.




4. Tome ácido fólico e sulfato ferroso. O ácido fólico ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê ligados ao fechamento do tubo neural, como a espinha bífida, ou mielomeningocele. Já o sulfato ferroso ajuda a prevenir a anemia na mãe e no bebê. Ambos são distribuídos gratuitamente em postos de saúde.
A gordura natural dos peixes, como o ômega 3, também tem um efeito benéfico no peso do bebê e no desenvolvimento do cérebro e dos nervos.




5. Faça atividade física regularmente. Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez assim como também, prepara o corpo para o trabalho de parto. As mais benéficas são as atividades mais amenas, como caminhadas e ioga.




6. Não tome remédios sem falar com o médico ou enfermeiro que realiza seu pré-natal. Antes da consulta, tente lembrar os problemas que você costuma ter com frequência e os remédios que toma (como para alergia, cólicas, dor de cabeça, problemas de pele etc.). Faça uma lista e traga para a consulta pré natal.




7. Reduza seu consumo de cafeína
O café, o chá e os refrigerantes à base de cola são estimulantes. Pesquisas indicam que o excesso de cafeína pode contribuir para o risco de o bebê nascer abaixo do peso, ou até problemas para a gravidez.


8. Pare de fumar e de beber. Mulheres que fumam têm risco maior de aborto espontâneo, de parto prematuro e de ter um bebê de baixo peso. Quanto antes você parar de fumar, mais o bebê vai se beneficiar. Não consuma bebidas alcoólicas pois o álcool chega rapidamente ao bebê pela placenta, e a grande ingestão de álcool durante a gravidez está ligada a doenças da síndrome alcoólica fetal, que inclui desde dificuldades de aprendizagem até problemas congênitos graves.





9. Descanse
O cansaço e o sono que você sente no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez não são nada mais que seu corpo pedindo para você pegar leve. Uma soneca todo dia depois do almoço seria perfeita. Se não dá, tente dar uma relaxadinha de meia hora, pôr os pés para cima, do jeito que conseguir. Técnicas de relaxamento como ioga, alongamentos e massagem ajudam a reduzir o estresse e colaboram para você dormir bem. Escute seu corpo.

Enf. Rômulo Rangel


Referências:

Atenção ao pré-natal de baixo risco Caderno 32

Telessaúde: Pré-natal de baixo risco

Telessaúde: Protocolo de Pré-natal

terça-feira, 25 de junho de 2019

Enxaqueca




A enxaqueca é uma doença neurológica, genética e crônica cuja principal característica é a dor de cabeça latejante, em um ou nos dois lados da cabeça, podendo perdurar por dias.

Outros sintomas muito comuns da enxaqueca:


Fotofobia


- sensibilidade à luz, a cheiros, ao barulho;

- náuseas, vômitos;

- sintomas visuais, como pontos luminosos, escuros, linhas em ziguezague que antecedem ou acompanham as crises de dor;

- formigamento e dormências no corpo (as auras da enxaqueca);

- tonturas, sensibilidade a movimentos ou passar mal em viagens de carro, ônibus, barco.

Atualmente já se sabe que a enxaqueca é uma doença de todo o cérebro, onde a tendência genética e o ambiente (gatilhos) interagem o tempo todo.



Dez principais causas de enxaqueca:


- Preocupações excessivas, ansiedade, tensão, estresse;

- Ficar sem comer. O jejum é o aspecto alimentar mais importante para desencadear dores de cabeça. Longo tempo sem comer pode gerar uma queda na taxa de açúcar do sangue e provocar a produção de substâncias que causam dor. O ideal é comer algo a cada 3 ou 4 horas, e também não exagerar na comida quando passar muito tempo em jejum;

- Dormir mal. Bom sono é uma condição fundamental para o bem estar de uma maneira geral, e também para o equilíbrio das enxaquecas e outras dores de cabeça. Dormir pouco, dormir muito, demorar para pegar no sono, acordar no meio da noite, roncar e ter sonolência de dia, ir dormir e acordar muito tarde são todos possíveis desencadeantes de dor de cabeça;




- Ciclo hormonal. A temida TPM (tensão pré-menstrual) carrega consigo crises de cefaleia. As enxaquecas na mulher tendem a ser mais concentradas no período menstrual ou pré-menstrual. Irregularidades menstruais, endometriose, ovários policísticos e reposição hormonal, podem ser fatores que agravam as enxaquecas;

- Irritação e alterações do humor. A irritabilidade aparece normalmente junto com uma crise de enxaqueca, mas também pode ser um motivo gerador de novas dores. Altos e baixos no humor, pavio curto, passar muita raiva (guardando ou explodindo, tanto faz), impaciência, são combinações para desencadear uma enxaqueca. Tudo o que for feito no sentido de relaxar, acalmar e treinar a paciência é útil;

- Excesso de cafeína. Tomar muito café, bebidas cafeinadas (coca-cola, chás pretos), chocolates, e até mesmo analgésicos que contenham cafeína são provocadores de enxaqueca;

Sedentarismo

- Falta de exercícios físicos. Realizar exercícios faz com que o organismo produza endorfinas, regulariza a produção de neurotransmissores como a serotonina, melatonina, tornando o organismo mais saudável e mais resistente à dor;





- Uso excessivo de analgésicos. Analgésicos não tratam a enxaqueca, só aliviam a intensidade e a duração das crises. O uso de analgésicos pode vir a tornar crônica, piorar a enxaqueca, tornando-a mais resistente e mais frequente;


- Alimentos como chocolate, frutas cítricas, alimentos muito gelados (sorvetes), nozes, alimentos gordurosos, condimentados, ricos em glutamato monossódico (presente em salgadinhos, molhos, adoçantes), podem agravar as enxaquecas;



- Causas genéticas. Deve-se reconhecer rapidamente a enxaqueca na infância, adolescência, início da vida adulta em filhos de pessoas que sofrem com a enxaqueca, para que ela possa ser tratada adequadamente, preventivamente, evitando que as crises apareçam e que a enxaqueca se desenvolva até um estágio crônico.


O tratamento vai desde a intervenção medicamentosa, em casos agudos, como também pode ser preventivo, identificando os fatores que provocam o quadro e evitando-os. As medicações variam de caso para caso mas alguns cuidados caseiros nas crises agudas como compressas frias sobre as têmporas ou sobre os olhos ajudam a melhorar os sintomas de enxaqueca.


Fontes: 


Puericultura



   
Os primeiros anos da criança são de intenso desenvolvimento, por isso, deficiências nutricionais ou condutas inadequadas na alimentação podem prejudicar o crescimento das crianças e até resultar em morte ou sequelas futuras, como atraso escolar e desenvolvimento de doenças crônicas.


Os 10 passos da alimentação saudável




Passo 1: Dê somente leite materno até os 6 meses de vida da criança, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. O Leite materno contém tudo que a criança precisa nesta fase, inclusive água. O leite dos primeiros dias pós-parto, chamado de colostro, é produzido em pequena quantidade e é o leite ideal nos primeiros dias de vida, até para bebês prematuros, pelo seu alto teor de proteínas.





Passo 2: Ao completar 6 meses, introduza de forma lenta e gradual outros alimentos, como papa de frutas e papa “salgada”, preparada com vegetais e com carne na consistência de purê. É muito importante manter o leite materno até os dois anos, pois ele continua alimentando a criança e a protegendo contra doenças. Com a introdução dos alimentos complementares é importante que a criança receba água nos intervalos. Ela deve ser a mais limpa possível (tratada, filtrada e fervida).





Passo 3: Ao completar 6 meses, os pais podem dar alimentos como cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes três vezes ao dia. Complementa-se a oferta de leite materno com alimentos saudáveis que são mais comuns à região e ao hábito alimentar da família. Os alimentos contribuem com o fornecimento de energia, proteína e micronutrientes, além de preparar a criança para a formação dos hábitos alimentares saudáveis no futuro.





Passo 4: A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança. Lembre-se que o tamanho da refeição está relacionado com os intervalos entre as refeições. ou seja, grandes refeições estão associadas a longos intervalos e vice-versa. É importante que o intervalo entre as refeições seja regular (2 a 3 horas).





Passo 5: A consistência da alimentação deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Gradativamente, os pais e cuidadores podem iniciar com a consistência pastosa (papas/purês), aumentando a consistência aos poucos até chegar à alimentação da família. Como a criança tem capacidade gástrica pequena e consome poucas colheradas no início da introdução dos alimentos é necessário garantir o aporte calórico com papas de alta densidade energética. Quanto mais espessas e consistentes, apresentam maior densidade energética quando comparadas com as dietas do tipo sopas ralas.





Passo 6: Uma alimentação variada é uma alimentação colorida. A oferta de diferentes alimentos ao longo do dia, como frutas e papas salgadas, vai garantir o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento da criança. As carnes e o fígado, além de conter o ferro orgânico de alto aproveitamento biológico, facilitam a absorção do ferro inorgânico contido nos vegetais e outros alimentos, mesmo que adicionados em pequenas porções.




Passo 7: Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. A criança que desde cedo come frutas, verduras e legumes variados, recebe maiores quantidades de vitamina, ferro e fibras, além de adquirir hábitos alimentares saudáveis. Os alimentos do grupo dos vegetais podem ser, inicialmente, pouco aceitos pelas crianças pequenas. Normalmente, elas aceitam melhor os alimentos com sabor doce. É importante não substituir o almoço e jantar por refeições lácteas ou lanches. A criança deve receber uma preparação mais elaborada nesses horários.


Passo 8: Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinho e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida, e use o sal com moderação. A adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada nos dois primeiros anos. Essa atitude vai fazer com que a criança não se desinteresse pelos cereais, verduras e legumes, aprendendo a distinguir outros sabores.




Passo 9: Cuide da higiene no preparo dos alimentos; Os cuidados na preparação e na oferta dos alimentos evitam doenças como a diarréia. Os maiores problemas são a contaminação da água e alimentos, inadequada higiene pessoal e dos utensílios, alimentos mal cozidos e conservação dos alimentos em temperatura inadequada. Os alimentos consumidos pela criança devem ser guardados em recipientes limpos e secos, em local fresco, tampados e longe do contato de animais e poeira. As mãos devem ser bem lavadas com água e sabão, toda vez que for preparar e/ou oferecer o alimento à criança.




Passo 10: Estimule a criança doente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e respeitando a sua aceitação. É importante manter a amamentação e oferecer alimentos saudáveis de sua preferência. Por exemplo, a criança com infecção pode ingerir menos alimentos pela falta de apetite, porque está vomitando ou porque sente cólicas e gasta mais energia devido à febre e ao aumento da produção de anticorpos. O aleitamento materno é a melhor opção para a saúde da criança pequena. Ele protege contra as infecções e contribui para que elas sejam menos graves, fornecendo agentes imunológicos e micronutrientes que são melhor absorvidos e aproveitados.


REFERÊNCIA: Blog da Saúde

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Sífilis





      

Em outubro de 2016, o Ministério da Saúde reconheceu que a situação estava fugindo do controle. Não é exagero, nossos números são assustadores. Desde 2010, quando os hospitais passaram a ser obrigados a repassar seus dados sobre a doença para o ministério, foram notificados quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Só para ter uma idéia do desastre, em 2015 tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; o valor é 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.

Saíba mais:

Doença infecto-contagiosa causada pelo Treponema pallidum, também é conhecida como Cancro duro ou cancro sifilítico, que evolui de forma crônica. Tem períodos em que se manifesta agudamente e períodos de latência, ou seja, sem manifestações. Pode comprometer pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular e sistema nervoso.


De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.





Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa ou pouco dolorosa, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa escassa. Pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clitóris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode também ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha). O cancro geralmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.


Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.


Sífilis Latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.

Sífilis Adquirida Tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.




Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema Pallidum por via transplacentária, a partir do quarto mês da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito.


Complicações/Consequências: 
  • Abôrto espontâneo
  • Natimorto
  • Baixo peso 
  • Endometrite pós-parto
  • Infecções peri e neonatal
  • Sífilis Congênita
  • Neurossífilis
  • Sífilis Cardiovascular


Transmissão: Relação sexual vaginal, anal e oral, transfusão de sangue contaminado, transplacentária, a partir do quarto mês de gestação e eventualmente através de fômites.


Período de Incubação: 01 semana à 03 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.


Diagnóstico: Pesquisa direta do agente nas lesões, realização de teste rápido para sífilis e exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS etc).


Prevenção: Camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).


mais informações:

Relacionado ao tema:


Referências: