Projeto Terapêutico Singular em Teixeira de Freitas


Hoje concluímos o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que estava sendo realizado em uma família residente na unidade em que trabalhamos

A proposta nasceu de uma provocação feita pela enfermeira Larissa Ferraz, preceptora da Universidade Pitágoras, onde, durante uma primeira consulta de pré-natal, percebeu as múltiplas necessidades de uma família em vulnerabilidade socioeconômica


O projeto, que foi planejado dentro da ESF Wilson Brito, levando em consideração as particularidades da unidade, da micro área, e da família em questão, contou com o engajamento das estagiarias do ultimo período do curso de Enfermagem, da equipe de saúde, e de instituições civis. O projeto foi concluído com alegria e sucesso!

À preceptora, estagiárias, equipe da unidade e instituições envolvidas. Muito obrigado e parabéns!

Mas...  que é um PTS?

É um conjunto de propostas e condutas terapêuticas articuladas em discussão coletiva e interdisciplinar. Organiza-se como um dispositivo potencial para o planejamento das ações em saúde na Estratégia de Saúde da Família, especialmente nos serviços onde o trabalho está organizado na lógica de Apoio Matricial e Equipe de Referência.

O PTS se desenvolve em quatro momentos:

• Diagnóstico: deverá conter uma avaliação orgânica, psicológica e social. Deve tentar captar como o “sujeito singular” se produz diante de forças como as doenças, os desejos e os interesses, como também o trabalho, a cultura, a família. Ou seja, tentar entender o que o sujeito faz de tudo o que fizeram dele.

• Definição de metas: uma vez que a equipe fez os diagnósticos, faz propostas de curto, médio e longo prazo, que serão negociadas com o sujeito doente pelo membro da equipe que tiver um vínculo melhor.

• Divisão de responsabilidades: é importante definir as tarefas de cada um com clareza.

• Reavaliação: momento em que se discutirá a evolução e se farão as devidas correções de rumo.

 É um momento de toda a equipe, em que todas as opiniões são importantes para ajudar a entender o indivíduo e/ou família com alguma necessidade complexa de saúde.

Referências:
Caderno da Atenção Básica: Diretrizes do NASF, 2009

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